Quixadá promove encontro sobre Caatinga, cultura e educação ambiental

Redação Jornal Ce
Redação Jornal Ce

Quixadá, no Sertão Central do Ceará, recebe entre os dias 21 e 23 de outubro de 2026 o IV Seminário de Educação Ambiental e Patrimonial. Com o tema “A Caatinga como lugar de biointeração: entre confluências e modos de viver o território”, o encontro propõe uma reflexão sobre as relações entre natureza, cultura, memória e sociedade.

A programação reúne atividades voltadas à valorização do semiárido cearense e dos conhecimentos construídos pelas comunidades em sua convivência com o território. Entre os destaques estão uma exposição, a distribuição de mudas, uma vivência cultural, palestra e uma oficina gratuita dedicada ao plantio e aos cuidados com espécies da Caatinga.

O seminário é realizado pela Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima e pela Casa de Saberes Cego Aderaldo, equipamento cultural vinculado à Secretaria da Cultura do Ceará. Também participam da iniciativa a Universidade Estadual do Ceará (UECE), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), a Unicatólica e o BNB Cultural.

Programação valoriza memória e biodiversidade

Um dos destaques do evento é a exposição “Raízes à Margens: Memória e pertencimento no Açude Eurípedes”. A atividade relaciona a paisagem e a memória local, apresentando o açude como espaço de referências para a comunidade e como parte da construção do sentimento de pertencimento em Quixadá.

A agenda também inclui a distribuição de mudas e a vivência “Saberes ancestrais e biodiversidade nativa”. A proposta é aproximar os participantes dos conhecimentos tradicionais associados às plantas, aos ciclos naturais e às formas de cuidado com a biodiversidade característica do bioma.

Ao colocar esses saberes no centro da programação, o seminário trata a Caatinga não apenas como uma área de vegetação, mas como um território habitado, interpretado e transformado pelas pessoas. O tema escolhido para esta edição destaca justamente a interação entre os modos de viver, a preservação ambiental e as manifestações culturais do semiárido.

Segundo o Governo do Ceará, a programação foi organizada para discutir a Caatinga como espaço de saberes, cultura e pertencimento. A abordagem amplia o debate ambiental ao incluir memória, educação patrimonial e conhecimentos ancestrais como elementos relacionados à preservação.

Oficina encerra atividades no IFCE

O encerramento do IV Seminário de Educação Ambiental e Patrimonial está previsto para sexta-feira, 23 de outubro, no campus do IFCE em Quixadá. No local, será realizada a oficina “Aventuras na Caatinga: Plantar, Cuidar e Viver”, com participação gratuita.

A atividade final concentra a dimensão prática do encontro ao tratar de plantio e cuidado com a vegetação nativa. A oficina também reforça a importância da educação ambiental como ferramenta para aproximar estudantes, comunidades e instituições das estratégias de convivência com o semiárido.

A divulgação oficial não detalha, na informação disponível, a necessidade de inscrição ou os horários específicos de cada ação. O público interessado deve acompanhar os canais institucionais dos organizadores para eventuais orientações complementares sobre a participação nas atividades em Quixadá.

A participação da Casa de Saberes Cego Aderaldo conecta a programação ambiental às políticas de valorização cultural do Estado. Informações institucionais da área da cultura também podem ser acompanhadas na página de notícias da Secretaria da Cultura do Ceará, que reúne divulgações relacionadas às ações do órgão e de seus equipamentos.

Debate sobre convivência com o semiárido

Realizado em Quixadá, o seminário coloca o Sertão Central no centro de uma discussão sobre preservação, identidade e formas de ocupação do território. A escolha da Caatinga como eixo temático permite abordar simultaneamente a biodiversidade, os patrimônios materiais e imateriais e as experiências desenvolvidas pelas populações que vivem no semiárido.

Além de apresentar conteúdos ao público, a programação busca estimular uma compreensão integrada do ambiente. Nessa perspectiva, cuidar da Caatinga envolve reconhecer a importância das espécies nativas, preservar a memória dos lugares e valorizar práticas tradicionais que ajudam a construir vínculos de pertencimento.

Com atividades distribuídas ao longo de três dias, o IV Seminário de Educação Ambiental e Patrimonial oferece uma agenda que combina formação, cultura e participação comunitária. A iniciativa reforça a necessidade de aproximar a educação ambiental das realidades locais e de promover o reconhecimento dos saberes que fazem parte da vida no Sertão Central do Ceará.

Compartilhe este artigo