Animal foi encontrado na Praia de Redonda após ser visto à deriva no mar; Aquasis vai coletar amostras e investigar as possíveis causas da morte.
Uma baleia-jubarte macho, com aproximadamente 13 metros de comprimento, foi encontrada morta na manhã desta sexta-feira (18) na Praia de Redonda, em Icapuí, no Litoral Leste do Ceará. O animal havia sido avistado ainda à deriva no mar na tarde de quinta-feira (17), a cerca de três quilômetros da costa, quando moradores comunicaram a presença da carcaça à Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis). A causa da morte ainda não foi determinada. (Diário do Nordeste)
A equipe da Aquasis foi mobilizada para registrar a ocorrência, coletar amostras biológicas e buscar informações que possam ajudar a esclarecer as circunstâncias do encalhe. A organização também deverá orientar os órgãos públicos responsáveis sobre os procedimentos necessários para a retirada e o enterro do animal. Segundo a entidade, a operação depende de maquinário adequado, das condições ambientais e da variação da maré. (O POVO)
Baleia foi encontrada na Praia de Redonda após ser vista à deriva
Moradores da comunidade de Redonda perceberam a presença da baleia ainda no mar na quinta-feira. O animal estava a aproximadamente três quilômetros da costa e foi registrado pelo pescador Jailson José, que vive na região. Na manhã seguinte, a carcaça chegou à faixa de areia e surpreendeu moradores que acompanhavam a movimentação no litoral. (A Notícia do Ceará)
De acordo com relatos publicados nesta sexta-feira, o pescador afirmou que não presenciava um encalhe de baleia na Praia de Redonda havia mais de 30 anos. Ele também chamou atenção para marcas observadas no corpo do animal que aparentavam ser mordidas. Entretanto, essas marcas ainda não foram relacionadas oficialmente à morte da baleia e não permitem determinar a causa do óbito. (Diário do Nordeste)
A baleia encontrada em Icapuí é um macho adulto da espécie Megaptera novaeangliae, conhecida como baleia-jubarte. Com cerca de 13 metros, o animal tem dimensões semelhantes às de um veículo de grande porte, o que torna sua remoção uma operação de maior complexidade. A Aquasis informou que o trabalho precisa considerar o acesso ao trecho da praia, as condições ambientais e o comportamento da maré. (O POVO)
A instituição também orientou que moradores e visitantes não se aproximem da carcaça enquanto os procedimentos técnicos não forem concluídos. A recomendação inclui não tocar no animal, não subir sobre ele e não retirar qualquer parte do corpo. Segundo a Aquasis, mamíferos marinhos em decomposição podem representar riscos à saúde humana. (iBand CE)
Aquasis vai investigar possíveis causas da morte
A causa do encalhe e da morte da baleia ainda é desconhecida. A Aquasis pretende realizar a coleta de material biológico para auxiliar na investigação e reunir informações que possam esclarecer o que aconteceu com o animal antes de ele chegar à praia. A análise é necessária para evitar conclusões baseadas apenas em observações visuais da carcaça. (A Notícia do Ceará)
As marcas que aparentam ser mordidas, observadas pelo pescador em imagens feitas quando a baleia ainda estava no mar, também não foram confirmadas como causa da morte. A própria instituição responsável pelo atendimento reforçou que ainda não é possível determinar as circunstâncias do encalhe. Portanto, qualquer relação entre os sinais encontrados no corpo e um possível ataque permanece sem confirmação técnica. (iBand CE)
Além da investigação, existe uma segunda etapa envolvendo o manejo da carcaça. A retirada e o enterro de um animal desse porte exigem equipamentos apropriados e planejamento para evitar riscos durante a operação. A Aquasis informou que espera contar com o apoio da Prefeitura de Icapuí e que o procedimento pode levar mais de um dia, dependendo das condições encontradas no local. (Diário do Nordeste)
O manejo também precisa levar em consideração a localização da carcaça e a movimentação da maré. A equipe especializada deverá orientar os órgãos públicos sobre a forma adequada de realizar o procedimento, enquanto a população deve manter distância da área. A orientação busca preservar tanto a segurança das pessoas quanto a integridade das informações necessárias para a investigação. (O POVO)
Temporada de reprodução aumenta presença de jubartes no litoral
O encalhe de Icapuí ocorre durante o período de reprodução das baleias-jubarte. Segundo a Aquasis, a temporada acontece entre julho e novembro, quando esses animais deixam regiões próximas à Antártida e migram para águas mais quentes do litoral brasileiro. Nesse período, as baleias utilizam áreas tropicais e subtropicais para reprodução e nascimento dos filhotes. (O POVO)
A presença da espécie durante esses meses ajuda a explicar o aumento de avistamentos e registros de encalhes no litoral brasileiro. As jubartes realizam grandes deslocamentos entre áreas de alimentação e regiões utilizadas para reprodução, o que faz com que diferentes trechos da costa recebam esses animais durante a temporada. O Ceará está entre os estados onde há registros de ocorrência da espécie.
De acordo com dados apresentados pela Aquasis, já foram contabilizados 35 encalhes de baleias de barbatana no Ceará, sendo 26 deles envolvendo baleias-jubarte. O caso registrado em Icapuí é, portanto, parte de uma série de ocorrências acompanhadas por equipes especializadas no Estado. (O POVO)
O episódio também acontece menos de um mês depois de outro encalhe registrado no Ceará. Em 20 de agosto, um mamífero marinho de aproximadamente seis metros foi encontrado morto na Praia de Piriquara, em Paracuru, no Litoral Oeste. Na ocasião, o avançado estado de decomposição dificultou a identificação precisa da espécie, embora pesquisadores tenham confirmado que o animal pertencia ao grupo das baleias-minke. (Diário do Nordeste)
Em abril, outra ocorrência foi registrada em Fortim, no Litoral Leste, onde uma baleia-piloto foi encontrada encalhada na Praia de Pontal de Maceió. Os diferentes registros são acompanhados por instituições especializadas para avaliar as condições dos animais e reunir informações sobre as causas dos encalhes. (A Notícia do Ceará)
A ocorrência da baleia-jubarte em Icapuí chama atenção pelo tamanho do animal e pela necessidade de uma operação especializada para sua retirada. Enquanto a Aquasis realiza a coleta de informações e orienta o manejo, a causa da morte permanece sem confirmação. O trabalho das equipes deverá determinar quais evidências podem ajudar a explicar o encalhe e contribuir para o monitoramento da fauna marinha no litoral cearense. (O POVO)
A recomendação para moradores e turistas é manter distância da carcaça e evitar qualquer contato até que a operação seja concluída. A Aquasis também disponibiliza canais para comunicação de ocorrências envolvendo mamíferos marinhos vivos ou mortos, permitindo que equipes especializadas sejam acionadas para avaliar cada situação. (GCMais)
Fontes: O POVO · Diário do Nordeste · Rede ANC