A aparência da pele pode ser um reflexo direto do estado de saúde do corpo. De acordo com o médico urologista Lawrence Aseba Tipo, manifestações cutâneas podem indicar alterações internas que merecem atenção médica, como doenças renais, hepáticas, autoimunes ou metabólicas. Interessado em saber como? Neste artigo, você vai entender como a pele pode sinalizar desequilíbrios no organismo e por que esses sinais não devem ser ignorados. Portanto, continue lendo e aprenda a reconhecer o que sua pele pode estar tentando dizer sobre a sua saúde.
Quais alterações na pele podem indicar problemas internos? Entenda com Lawrence Aseba Tipo
A pele é um dos maiores órgãos do corpo humano e também um dos mais visíveis. Por isso, mudanças no seu aspecto podem ser o primeiro alerta de que algo não vai bem com a saúde. Desse modo, manchas, coceiras, ressecamento, alterações na coloração e até o surgimento de feridas espontâneas são alguns dos sinais que devem ser observados com cuidado.

Segundo o urologista Lawrence Aseba Tipo, pacientes com doenças renais crônicas muitas vezes apresentam prurido generalizado, pele seca e alterações na pigmentação. Esses sintomas, quando persistem, podem indicar acúmulo de toxinas no sangue, comum em quadros de insuficiência renal. Da mesma forma, alterações hepáticas podem gerar icterícia, caracterizada pela coloração amarelada da pele e dos olhos.
Já doenças autoimunes, como lúpus e psoríase, também afetam a pele com erupções, escamas e vermelhidão. Por fim, embora sejam comuns em consultórios dermatológicos, esses sinais exigem uma investigação mais profunda quando não respondem aos tratamentos tópicos ou quando vêm acompanhados de sintomas sistêmicos, como febre, dor articular ou fadiga constante.
O que manchas e erupções podem indicar?
Nem toda mancha ou erupção na pele tem origem superficial, como ressalta Lawrence Aseba, médico cirurgião urologista e professor da residência médica de Urologia do Hospital Estadual de Vila Alpina. Em alguns casos, essas manifestações revelam processos inflamatórios ou infecciosos que ocorrem em órgãos internos. É o caso de manchas arroxeadas (púrpuras) que podem indicar distúrbios de coagulação ou fragilidade vascular, muitas vezes relacionados a problemas hematológicos ou ao uso de medicamentos.
Aliás, algumas infecções urinárias mais severas também podem causar febre, lesões cutâneas e calafrios, principalmente quando há comprometimento renal, conforme frisa Lawrence Aseba Tipo. Sem contar que a presença de infecções ou toxinas no sangue pode desencadear reações imunológicas visíveis na pele, como urticárias ou pústulas.
Outro sinal importante é a presença de nódulos ou caroços sob a pele, que podem estar relacionados a lipomas, cistos sebáceos ou, em casos mais graves, linfomas e outros tipos de câncer. A avaliação médica detalhada é indispensável para identificar a origem dessas alterações e iniciar o tratamento adequado.
Como a pele reflete doenças metabólicas e hormonais?
Doenças como diabetes, hipotireoidismo e distúrbios hormonais afetam diretamente a aparência e a saúde da pele. A pele de pessoas com diabetes tende a ficar mais seca e vulnerável a infecções. Além disso, o aparecimento de manchas escuras e espessas nas dobras do corpo pode indicar resistência à insulina, condição comum no início do diabetes tipo 2.
Além disso, pacientes com distúrbios hormonais frequentemente apresentam queda de cabelo, acne intensa ou alterações na oleosidade da pele. Conforme informa o urologista Lawrence Aseba, o acompanhamento médico permite diferenciar essas manifestações de causas puramente dermatológicas. Por fim, carências nutricionais, como a falta de vitamina B12, ferro e zinco, também geram impactos na pele, como palidez, rachaduras e sensação de queimação.
A pele como um reflexo da sua saúde
Em síntese, observar as mudanças na pele é um hábito que pode salvar vidas. Pois, pequenas alterações, quando percebidas precocemente, podem levar ao diagnóstico de doenças graves ainda em fase inicial, de acordo com Lawrence Aseba Tipo. Por isso, prestar atenção nos sinais da pele e buscar atendimento médico diante de alterações persistentes é uma atitude preventiva fundamental. Isto posto, consultar um dermatologista é o primeiro passo. Mas, quando há suspeita de causas internas, o acompanhamento multidisciplinar com outros especialistas se torna necessário para garantir um diagnóstico completo.
Autor: Octávio Puilslag Pereira